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RESENHA: Três Monges Rebeldes (Pe. M. Rayond) - Minha Biblioteca Católica

Domingo , 09 de Junho de 2019 18:31

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RESENHA

LIVRO: Três monges rebeldes

AUTOR: Pe. M. Raymond

EDITORA: Minha Biblioteca Católica

PÁGINAS: 320

 

Roberto, Alberico e Estevão. Os nomes desses três monges entraram para a história da Igreja e mudaram completamente a configuração da vida monástica de seu tempo. É o que tem sido chamada de “A saga de Cister”.

 

A equipe da Minha Biblioteca Católica traz ao público brasileiro um livro inédito em nosso idioma, escrito pelo monge trapista Pe. Mary Raymond Flanagan, OCSO (1903-1990). TRÊS MONGES REBELDES retrata a saga de Citeaux (Cister), que deu a origem à ordem dos monges cistercienses.

 

Aliás, a própria do autor dessa obra, Pe. Raymond, já é uma saga à parte. Nascido em Massachusetts (EUA), entrou para os jesuítas em 1920. Posteriormente, em 1936, ingressou na Ordem Cisterciense da Estrita Observância, conhecida como Ordem Trapista. Escreveu cerca de 22 livros, muitos dos quais dedicam-se a ajudar os leigos a alcançar uma vida de santidade.

 

Além disso, a escrita que o Pe. Raymond imprime ao texto, dá um tom dramático, como um diálogo, que permite o leitor experimentar a atmosfera vivida pelos santos rebeldes, como se estivéssemos a presenciar cada episódio narrado nessa obra.

 

O livro é dividido em três partes e cada uma conta a história (ou saga particular) de cada um dos santos fundadores. São Roberto, o rebelde; Santo Alberico, o radical e Santo Estevão Harding, o racionalista e oferece um vislumbre da vida desses 3 monges rebeldes que trouxeram vida nova à Regra de São Bento com o ideal de simplicidade, pobreza e solidão.

 

A obra narra a saída desse grupo de monges do mosteiro beneditino de Molesmes, em busca de um lugar solitário onde pudessem buscar a Deus com maior autenticidade e simplicidade, conforme a Regra de São Bento em sua pureza, integridade e originalidade. Assim, Roberto confere a orientação mais austera dessa nova ordem, Alberico realiza a primeira organização da observância típica e Estevão foi o criador do organograma da Ordem Cisterciense.

 

Um fato curioso é como a palavra “fidalguia” se repete. Como se fosse uma busca constante: “Conheço uma fidalguia melhor” (p. 13). Num tempo em que a moral cavalheiresca prevalecia, esses monges encontram um jeito ainda mais excelso de exercer a fidalguia, isto é, o cavalheirismo: a partir de dentro, servindo a Deus e a Ele entregar tudo, amigos, família, tempo, vida.

 

A história é tão intensa que chegou mesmo a virar um filme, em uma excelente adaptação para o cinema idealizada e realizada por um grupo de jovens de Madri (Espanha), do movimento de Schöenstatt. O projeto de filme intenta realizar uma trilogia: “A saga de Cister”, “A família que alcançou Cristo” e “Incenso queimado”. Você pode acompanhar tudo a partir do chamado Projeto 3MR (http://proyecto3mr.com).

 

TRECHO:São verdadeiros monges se vivem do trabalho de suas mãos. Sobre essa base, começou a construir e, antes de terminar sua exposição, tinha já projetado o mais radical e rebelde de seus movimentos” (p. 201).

 

MINHA OPINIÃO: No fim de tudo, ao ler este livro, o que fica é uma experiência de poder testemunhar, na vida desses 3 santos monges, um profundo amor a Deus e uma entrega irrestrita à sua Divina Vontade. Um livro transformador! ★★★★★